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Manchetes pelo mundo

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Saiu recentemente uma decisão onde uma concessionária de pedágio foi condenada pelo fato de um pedestre ter caído em um buraco numa via local de acesso à rodovia, que seria também de responsabilidade da empresa. Fonte: Informe OAB Londrina

A Concer, concessionária que administra a rodovia Rio-Juiz de Fora, terá que pagar R$ 80 mil de indenização, por danos morais, a um idoso que caiu em uma cratera em local de responsabilidade da empresa. A decisão é da 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio.

José Paulino, que à época do acidente tinha 74 anos, passava a pé pelo acesso chamado "Ponte do Canedo", em dezembro de 2003, quando caiu em um buraco e lá permaneceu por quase 10 horas até ser socorrido. Conforme consta do laudo de um perito, é clara a relação de causa e efeito entre o acidente e as seqüelas apresentadas pelo idoso: "Pode-se afirmar que a queda, o traumatismo craniano, a demora no atendimento e o stress de ficar preso à noite em um buraco, gritando sem ser atendido, foram fundamentais e definitivos nos problemas do paciente, sendo também a possibilidade do início da doença de Parkinson".

O desembargador revisor do recurso, Gilberto Dutra, manteve a decisão de 1ª instância e negou a apelação da empresa. Entendeu que é dever da concessionária monitorar, melhorar e conservar a rodovia e seus respectivos acessos: "Competia à ré efetuar a manutenção da via, ainda que não utilizada por veículos. Ao permitir que os pedestres utilizassem a via, uma trilha de terra batida, sem escada e iluminação como retratada nas imagens de satélite, assumiu os riscos pelos acidentes, até porque mesmo após o fato narrado nos autos não efetuou inclusive o isolamento do buraco onde caiu o autor".

Processo nº 200800148612

Fonte: TJ/RJ

Ontem (25/10/2010), a Mercedes-Benz fez a apresentação oficial da equipe Mercedes GP, no seu museu em Stuttgart. Mas que ninguém se engane, esse carro aí é o Brawn do ano passado com a nova pintura, que ironicamente era o projeto 2009 da Honda. O novo carro vai estrear direto na pista, nos testes coletivos da semana que vem.

Sobre os meus comentários anteriores:
Quanto a pintura do carro, acabou confirmada a foto "vazada" dias atrás, apenas com algumas pequenas alterações. Bem da verdade, esperaria algo diferente, mas vejo que melhorou, embora o aspecto McLaren com detalhes verdes tenha se mantido. (atualizando: e a McLaren disse que vai manter as cores). A a inscrição da Mercedes-Benz na cobertura do motor teve um afilamento no sentido da traseira do carro, sendo que era quadrado, e sumiu o patrocínio Petronas Syntium que estava abaixo (atualizando: vi outras fotos e o patrocínio Petronas Syntium está lá sim, inclusive nas fotos dessa postagem). Teve também alterações na parte verde do aerofólio (que tinha toda a lâmina transversal verde) , das laterais e no bico. Também fizeram um arinho verde na roda, e uma faixa preta e amarela no retrovisor (será que é lembrança dos detalhes da Brawn?) Quero ver se a Bridgestone vai manter a linha verde para diferenciar os pneus duros e macios...

Interessante ainda que a grafia do número é ao estilo das Mercedes-Benz flecha de prata dos Grand Prix dos anos 1930 e da Fórmula 1 do anos 1950. E Schumacher pediu o nº 3, que já estava registrado na inscrição da a FIA para o Nico. Normalmente o número mais baixo é do primeiro piloto, embora não haja essa regra...Aliás, sobre o que falei do Nico Rosberg, percebe-se que ele já andou baixando a bola nas entrevistas dizendo que é bom ser companheiro do Schumacher, coisa e tal: “Agora, meu companheiro é o Schumacher, mas não tenho nada a perder contra ele. Estou em um time com o melhor piloto” e "(...) ter Michael como companheiro é ótimo. Será uma grande temporada."


Por fim, foram apresentados os capacetes. Do Nico, igual ao de sempre, apenas mudaram os patrocínios. Schumacher usará a versão igual ao que usou pela última vez na Ferrari, e tem usado nas suas apresentações por aí, já que nesses 3 anos de aposentadoria ele andou de tudo que se move, em qualquer oportunidade, em qualquer lugar. Espero que, com capacetes tão diferentes, a narração acerte quem é quem...
Atualizando 29.01.2010: A McLaren lançou o seu modelo 2010 hoje. O carro mantém as cores prata evermelho, mas com um tom diferente no prata, e capricharam no vermelho na dianteira. Espero que realmente não haja confusão nas transmissões. Nisso os capacetes vão ajudar, pois além dos mostrados acima, do Hamilton é amarelo escuro (inspirado no do Senna), e o do Button deve voltar a ter as cores da Grã-Bretanha, sendo que ano passado ele fez um com o mesmo grafismo, mas usando apenas amarelo fluorescente. Projeção da Mercedes com o capacete do Schumacher:


A empresa HWA foi fundada em 1967 por Hans-Werner Aufrecht, o A dos criadores da AMG . Não sei exatamente a relação da empresa com a Mercedes, ela é equipe oficial de competição da marca em diversos campeonatos, como o DTM, desenvolve vários modelos baseados nos modelos de série da Mercedes, foi responsável pelo supercarro Mercedes-Benz CLK GTR. Já li se tratar de divisão da AMG, divisão da própria Mercedes ou empresa associada. Pode até realizar cada serviço desse de uma forma.
Felizmente o que menos importa, nesse caso, é a natureza jurídica da empresa. Ela que fez em 2002, o brinquedo aí: Mercedes-Benz HWA A32 Kompressor.

As fotos são escaneadas de uma revista em alemão que não consegui identificar. Em resumo, pegaram uma Classe A de chassi curto e adaptaram a mecânica da C32K AMG, com um motor 3.2 V6 com compressor, câmbio automático sequencial de 5 marchas e tração traseira. Como dito na legenda, acelera de 0-100 km/h em 5,1s.

O interior passou por adaptações, sendo que os instrumentos são da SLK, e o painel foi recuado em 7 cm para que coubesse o motor na curta dianteira da Classe A. Com as adaptações, o peso do carro passou para cerca de 1600 kg (!).

Imagine abrir o capô e ver o enorme motor (para o padrão da Classe A, bem entendido) entrando por baixo do parabrisas. Aparentemente mal couberam outros componentes, que devem estar espalhados sabe-se lá onde.

Além dos mencionados instrumentos da SLK, bancos esportivos e santo-antônio, como nos carros de corrida. Com o recuo do painel e bancos na dianteira, mais os tubos estruturais, acesso impossível na traseira. Como um verdadeiro esportivo, diga-se de passagem...

Mais especificações técnicas em um arquivo, em formato .pdf, clicando aqui, apenas em alemão, mas dá para ter uma ideia. O Portal Mercedes tem um excelente tópico sobre esse carrinho especialíssimo, que ao que consta foi uma edição de 10 unidades ao preço de 150 mil euros. A título de correção, a potência que eles comentam lá, de 275 cv, na verdade é 260Kw, que convertido em cv dá 354 cv. E a informação que li é que a mecânica é do C32k, não da SLK 32k, como dito lá, mas ao menos o motor é o mesmo em ambos.
Imagine a cena: você sendo ultrapassado numa estrada a alemã, sem limite de velocidade, por uma então pacata Classe A, a 250 km/h. Pra quem não conhecia esse bólido, surreal.

O alemão já tinha se interessado em ocupar o lugar do Felipe Massa após o acidente, na Hungria mas problemas físicos oriundos de uma queda em uma corrida de moto o impediram de voltar. Depois, discretamente, se desligou do cargo de consultor da Ferrari. Ele também devia uma para a Mercedes, que cuidou da sua carreira antes da chegada na Fórmula 1. E nada como uma volta que tem tudo para ser triunfal, acompanhada de uma montanha de dinheiro.


Prata com verde. Será?

Contada a história, comento rapidamente:
1) Espero sinceramente que essa pintura da Mercedes GP, que parece a pintura da McLaren atual com detalhes verdes, não seja oficializada (outra foto, do post anterior, aqui);
2) Que a volta do Michael não traga a mala do Ralf de volta, que foi embora e ninguém sentiu falta, e agora está cotado na Toro Rosso ou Renault;
3) Para o Nico Rosberg creio que a coisa será complicada, ele sempre teve boas críticas, apesar dos resultados medianos. Creio que em 15 dias do anúncio do Schumacher, o Rosberg já deu mais entrevistas do que em toda a sua carreira até então. Agora diz que torcia contra o Schumacher, criticou algumas condutas antidesportivas dele, e que não será segundo piloto, como um outro conhecido piloto chorão. Ao meu ver, está falando demais. Vamos ver o que acontece;
4) A atual Mercedes GP, foi a aquisição da Brawn GP (2009). Essa, por sua vez nada mais foi que uma equipe que deu continuidade à equipe da Honda Racing F1 Team, (2006-2008) apenas adaptaram o motor Mercedes, o carro estava pronto, nada de equipe estreante. A Honda F1 tinha adquirido a BAR (1999-2005), que desde o seu segundo ano usava motores Honda, e que surgiu simplesmente da compra da Tyrrel, que disputou 430 corridas na Fórmula 1 entre 1970 e 1998, e que usou motores Honda em 1991;


Karl Wendlinger, Heinz-Harald Frentzen e Michael Schumacher - Mercedes Junior Team - 1990

5) Michael Schumacher teve sua carreira pré-F1 financiada pela Mercedes, num programa que incluía Heinz-Harald Frentzen e Karl Wendlinger. Sua chegada na categoria, na Jordan e depois Benetton, teve influência direta da Mercedes, e previa sua entrada posterior na Sauber. Porém, no meio do caminho, uma mudança de planos fez com que Schumacher jamais pudesse retribuir o investimento nele feito. Chegou a hora...

Férias + fim de ano em casa sem internet + preguiça de ir à lan house = quase um mês sem postagem.

Mas vamos ver agora se sai algo de produtivo. Resolvi comentar a notícia do ano da Mercedes nas competições. A volta do queixudo.


Há dias eu vinha acompanhando o noticiário da temporada de fofocas da Fórmula 1. Já há algum tempo a Mercedes e a McLaren viviam entre tapas e beijos. A McLaren Automotive passou a desenvolver seu carro de rua sozinha desde 2005 ou 2006, lançou o MP4-12C em setembro do ano passado, usando um motor próprio (que dizem, na verdade, ser terceirizado). No dia seguinte, a Mercedes lançou o SLS AMG. Ou seja, acabou-se o Mercedes SLR McLaren, que era feito na fábrica da McLaren, e as empresas tornaram-se concorrentes no mercado dos carros esportivos. A Mercedes, por sua vez, tendo apenas fornecido motores para a Brawn GP, sendo que a estrela sequer aparecia nos carros, desceu o dicionário de elogios à conquista dos títulos de pilotos e de construtores da Fórmula 1, enquanto sobrou para a parceira, onde bancava 40% do orçamento, fazer fundo nas fotos comemorativas, como nessa aqui, em que nem é mencionada. Pouco tempo depois, a Mercedes compra a Brawn GP, muda seu nome para Mercedes GP, se desfaz dos seus 40% da McLaren, e anuncia que apenas vai manter o fornecimento de motores. Depois são divulgadas as imagens de como serão os carros. Rosberg já estava anunciado há algum tempo, e, antes do Natal, é anunciada a volta do alemão, que discretamente já tinha se desligado do cargo de consultor da Ferrari cerca de um mês antes.



O patrocínio da Petronas, que é uma empresa petrolífera malaia, surgiu pouco antes, e já se comentava que era para ajudar a pagar a conta. Mas do resultado estético, nessa foto de divulgação, não gostei. Bem da verdade, estou curioso para ver o lançamento dos carros esse ano, que normalmente ocorre até o fim de janeiro, salvo algum atraso. Serão três equipes novas, mais a Mercedes GP, fora as eventuais mudanças de cores, como creio que acontecerá com a McLaren. Veremos.

Mais uma notícia jurídica. Meses atrás ficou conhecida a história de um cidadão que comprou uma Ferrari F430, usada, na Via Itália, representante oficial da Ferrari no Brasil e, quando o cliente quis revender o carro, descobriu que o veículo tinha sofrido um forte acidente, com compromentimento estrutural, e o carro tinha sido reparado na própria concessionária. A história completa, no site Noticias Automotivas. Embora a Via Itália alegue que o comprador sabia da situação do carro, a justiça determinou recentemente a suspensão dos pagamentos (a compra foi parcelada em cheques), até a resolução da questão. Por outro lado, a Via Itália conseguiu judicialmente a imediata submissão do carro a uma perícia judicial. Essa história ainda vai longe. Fonte: Informe OAB Londrina.


A Ferrari F430 batida

30/11 - Pagamento de Ferrari é suspenso
A 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais confirmou a liminar concedida pelo juiz da 20ª Vara Cível de Belo Horizonte, que suspendeu a compensação de seis cheques referentes à compra de uma Ferrari, por ter o dono descoberto que o automóvel tinha sido envolvido em um grave acidente em São Paulo.
No dia 29 de janeiro de 2009, L.P.F. firmou um contrato de compra e venda com a importadora Via Itália Comércio e Importação de Veículos Ltda., sediada em São Paulo, adquirindo um veículo Ferrari, versão F-430 F1, ano 2006, pelo valor de R$ 970 mil. O adquirente pagou R$100 mil à vista e deu ainda como entrada um veículo modelo Porsche Cayenne pelo valor de R$120 mil, sendo o restante pago através de cheques a compensar a partir de fevereiro. No dia 26 de maio, L.P.F. tentou vender o veículo para um terceiro, como parte de outra aquisição, quando este lhe mostrou um vídeo no youtube em que se via que o automóvel em questão tinha sido envolvido em um grave acidente em São Paulo. O comprador contratou então uma perícia, que constatou que o veículo tinha vários defeitos decorrentes do acidente e tinha parte de sua carroceria trocada e lanternada.

L.P.F. então ajuizou ação contra a importadora, pleiteando a devolução do valor pago e, em caráter liminar, a suspensão da compensação dos cheques restantes. A liminar foi concedida pelo juiz José Washington Ferreira da Silva, que determinou a expedição de ofício ao Banco Real para que se abstenha de compensar os cheques que venceriam a partir da data da decisão (junho deste ano). A importadora ajuizou agravo de instrumento junto ao Tribunal de Justiça, pleiteando a suspensão dessa liminar, sob o argumento de que L.P.D. adquiriu um carro usado e que estava ciente da situação do automóvel. Além disso, argumentou que o veículo já estava em sua posse e em uso, mesmo ainda não tendo pago o preço total.


Consertada?

A turma julgadora, formada pelos desembargadores Alvimar de Ávila (relator), Saldanha da Fonseca e Domingos Coelho manteve a liminar, suspendendo a compensação dos cheques. Segundo o relator, o veículo “foi adquirido nas dependências de uma conceituada empresa especializada em venda de veículos importados, circunstância que imbuem o consumidor de extrema confiança e certeza acerca do negócio realizado e, exatamente por essa razão, a constatação futura de elementos até então desconhecidos provoca grande frustração no adquirente”.

Ainda segundo o desembargador Alvimar de Ávila, “o presente feito demanda produção de prova pericial, cabendo a um especialista analisar o veículo e demonstrar tecnicamente a procedência ou não dos pontos atacados pelas partes, sendo que, para tanto, entendemos mais razoável que o comprador, por ora, permaneça na posse do veículo e deixe de pagar as parcelas restantes do contrato, mormente porque já houve pagamento substancial do preço e o bem fora oferecido como caução”. O relator, por outro lado, atendeu ao pedido da importadora para determinar a imediata realização de perícia técnica no automóvel.

Fonte: TJ/MG

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