terça-feira, 18 de maio de 2010

Mercedes-Benz Classe C flex (nos Estados Unidos)

Mercedes C300 Luxury 2008 FFV (flex).
Versão norte-americana tem os piscas também na lateral do parachoques dianteiro.

Enquanto nos aventurávamos aqui no blog a escrever sobre os protótipos elétricos e a célula de combustível da Classe A, ( parte 1, ,parte 2, parte 3 e parte 4) Classe B, e Smart, passamos ao lado de algo mais viável, os flex fluel vehicles (FFV) dos Estados Unidos, mas não vimos...
Lá, embora poucos saibam, há veículos com motores flex desde 1992 (a oferta é limitada a algumas regiões, mas está em franca expansão atualmente). Apenas para constar, E85 é um combustível com 85% de etanol e 15% de gasolina. Para que isso? Com essa mistura, não é necessário o tanquinho de partida a frio, como nos carros a álcool e flex nacionais. Legalmente, é obrigatório a cor amarela na tampa do tanque e do bico da bomba de abastecimento para os FFV.

A norma norte-americana indica que a tampa do tanque dos carros flex deve ser amarela,
mesma cor do bico da bomba
de E85
. Esse é de um GM Tahoe

A Mercedes desde 2003 vende os Classe C flex (gasolina e E85) nos Estados Unidos. O primeiro Mercedes flex foi o Classe C da geração anterior, (plataforma W203) , sempre com motor 6 cilindros, nas versões C240 Luxury Sedan & Wagon 2.6 2005, C320 Sedan, Sport Sedan & Wagon 3.2 2003-2005 e C230 Sport 2.5 2007.

Eis o motor V6 FFV da Mercedes C300 nos EUA

Consegui dados de consumo do C230 Sport 2007, que com motor de 201 hp, que podia vir com câmbio manual de 6 marchas ou automático de 7, marchas. O consumo declarado cidade/estrada de 7,2/9,8 km/l com gasolina e 5,5/7,2 km/l com E85 com transmissão automática, e 8,1/10,6 km/l com gasolina e 6/7,7 km/l com E85 no câmbio manual.

Não há qualquer indicação na versão do motor flex ou FFV

Depois, já com a atual geração do Classe C (W204), em 2008, foi lançado o motor 3.0, flex, de 6 cilindros e 228hp. Veio nas versões C300 Sport FFV e C300 Luxury FFV, somente no automático de 7 marchas. Consumo cidade/estrada de 7,7/10,6 km/l com gasolina, 5,5/8,1 km/l com E85. Seguem essas versões até o modelo 2010, basta dar uma procurada no site estadonidense da Mercedes que as versões do motor se encontram nas configurações. E o mais impressionante, consta: "Premium unleaded gasoline. Ethanol (E85) or E85/premium gasoline for vehicles with rear-wheel drive and automatic transmission", ou seja, o flex é de série nas versões com tração traseira e câmbio automático (existe o câmbio manual no básico, e tração integral 4matic como opção).

Ilustração de raio-X parcial do motor

Todas essas versões foram vendidas no Brasil. Quanto às nossas de importação oficial eu acredito que não, mas existem unidades trazidas dos Estados Unidos via importação independente, que são compradas em concessionárias da marca lá. Sendo que ao menos na atual C300 2010 é de série nos Estados Unidos o motor flex, tem gente andando com Mercedes FFV por aí sem saber. E sem desconto no IPI e no IPVA. Pode ser que conste um "FFV" no documento do carro. Mas basta abrir a portinhola do tanque, se aparecer essa tampa e inscrições, é uma legítima Mercedes flex gasolina/E85:

Compartimento de abastecimendo, também com amarelo na tampa, da C300 flex

Interessante notar também a matéria do blog Notícias Automotivas, bem como no teste realizado pela revista Motor Show ano passado. Captiva, Fusion, Edge, etc., que vem da América do Norte, são flexíveis em combustível. E também, provavelmente, os Classe C300 que vierem de lá de forma independente. Agora, por que não se divulga aqui? Ora, no exterior, carro elétrico ou flex não é motivo só de economia, é principalmente um argumento de consciência ambiental. Esses 6 cilindros aqui teriam um consumo ruim, e choveriam reclamações. Fora que não existe E85 pronto, seria preciso sempre misturar na hora de abastecer, contando ainda que na nossa gasolina temos 20 a 25% de álcool, conforme a vontade do governo. Isso é demais para o consumidor brasileiro padrão...

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Classe A F-Cell na Islândia

As Mercedes-Benz Classe A F-Cell, movidas a célula de hidrogênio, mostradas naquela série sobre combustíveis alternativos aqui no blog, foram testadas em baixas temperaturas na Islândia, aquela do vulcão Eyjafjallajökull (algo como "Ilha da Montanha da Geleira") citado aqui. Aproveito para postar duas belas fotos, de wallpaper, do nosso querido carrinho na terra do gelo. Clique na figura para ampliar.

Só alguém me explique como fazer com esse wallpaper vertical aí embaixo...

terça-feira, 4 de maio de 2010

O vulcão de nome (impronunciável) Eyjafjallajökull

Um tanto por fora da temática do blog, mas é interessante. Tenho visto muito jornalista sofrendo na televisão para falar, e tome copiar e colar na internet, jornais e revistas. No Fantástico do dia 24 de abril, tentaram até ensinar a pronunciar. Domingo, entre uma birita e outra durante o ótimo churrasco que meu pai fez, alguém falou algo sobre o tal vulcão islandês de nome complicado e eu disse que achava que devia ter uma tradução simples.

Vi escrito de duas formas diferentes: Eyjafjallajoekull e Eyjafjallajökull. Então entrei no tradutor do Google, comecei a separar e juntar as sílabas sucessivamente e saiu assim:

Eyjafjallajökull: Eyja = ilha; fjalla = montanha e jökull = geleira.

Numa tradução livre, é Ilha da Montanha da Geleira. Custava alguém traduzir?

Foto: http://www.apolo11.com/vulcoes.php?posic=dat_20100419-100038.inc (e também mais informações sobre o vulcão)

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Acidente com uma Mercedes-Benz 300SL Gullwing

O milionário da América do Norte entediado resolve pegar a sua Mercedes-Benz 300SL "Gullwing" e participar de uma corrida de clássicos. No caso, a "Carrera Panamericana", em homenagem à prova homônima, que teve cinco edições realizadas no México entre 1950 e 1954, era considerada uma das competições mais perigosas do mundo. A Mercedes venceu a prova em 1952, e o carro usado foi inspiração para o lançamento do Gullwing de rua. Esse ano uma SLS 2010 e outra 300SL1952 restaurada vão participar. Uma 300SL Gullwing original hoje vale fácil 1 milhão de dólares. Se for uma das raras com carroceria de alumínio (cerca de meia dúzia), nem tem cotação. O acidente, como se vê, aconteceu em um trecho urbano da prova, coisa comum nas corridas de antigamente.

Uma coisa é participar, com todo respeito, com um Mini Cooper, um Fiat Topolino, um Renault Alpine, pequenos, leves, motores compactos. Agora, pegue um carro que nos idos dos anos 1950 tinha mais de 200 cv, alcançava 250 km/h, com freios e maneabilidade, ainda que de vanguarda, com tecnologia da época, não basta querer. Outras duas unidades do clássico também já participaram da prova atual e terminaram amassadas.


quinta-feira, 8 de abril de 2010

Pedestre que colidiu com carro terá de indenizar

Fonte: OAB Londrina

Pedestre que colidiu com automóvel ao atravessar Avenida de Porto Alegre sem respeitar a sinalização terá de indenizar os danos causados no veículo. O acidente ocorreu no momento em que o pedestre, autor da ação, atravessou a via. O motorista, no entanto, alegou que o pedestre veio correndo, pretendendo cruzar a via fora da faixa de segurança e sem observar o fluxo de automóveis que seguia o sinal verde, batendo contra o automóvel.

Considerando que os danos no veículo ocorreram somente na parte lateral (o que denota ter sido o pedestre quem abalroou o automóvel, não o contrário), os depoimentos de testemunhas e a inexistência de indícios de que o condutor do automóvel tenha realizado manobra brusca, inesperada ou desvio da trajetória, a ação foi julgada improcedente pelo 2º Juizado Especial Cível de Porto Alegre, sendo o pedestre condenado a indenizar. Inconformado, ele recorreu da decisão.

Foto meramente ilustrativa. Não sou eu!!

Segundo o relator do recurso, Juiz de Direito Leandro Raul Klippel, pedestres também têm o dever de tomar os devidos cuidados ao pretenderem atravessar uma via, principalmente uma avenida de intenso tráfego como a Praia de Belas. Sendo comprovado que os fatos decorreram de culpa exclusiva do pedestre, este pode ser responsabilizado pelo evento, inclusive com sua condenação ao pagamento de indenização pelos danos causados ao veículo.

“Fator determinante para a ocorrência do evento foi a imprudência e a negligência da vítima ao atravessar a via”, observou o relator. “Sendo o pedestre o único responsável pelo acidente em que se envolveu com veículo automotor, é impositiva sua condenação ao ressarcimento.”

Os danos materiais serão ressarcidos no valor de R$ 868,28, corrigido monetariamente, com juros de mora no percentual de 1% ao mês a partir da data do fato (27.07.09).

Recurso Inominado nº 71002387298

Fonte: TJ/RS

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Fábrica da Mercedes de Juiz de Fora: a partir de 2011, nada de Classe A, nem CLC

No final de fevereiro, conforme contado aqui, surgiu um boato de que a Classe A ou B atual estava sendo objeto de estudos para a fabricação pela Mercedes-Benz em Juiz de Fora-MG. De qualquer modo o CLC atualmente produzido iria acabar, visto que na Europa já havia estudos para a construção de um Classe C cupê, a ser feito na Alemanha, usando a plataforma do Classe C atual, diferente do CLC, que usa a plataforma da geração anterior. Seria um "sedã duas portas", ao invés do hatch brasileiro.

Fábrica da Mercedes-Benz em Juiz de Fora-MG

Fato é que em 29 de março a própria Mercedes, em seu site, divulgou a expansão da fabricação de caminhões para a fábrica de Juiz de Fora. E dia 31 de março foi anunciado, para 2011, o lançamento do Classe C coupé, com a produção em Bremen, Alemanha. Dessa forma, lamentavelmente, se encerra a fabricação de carros Mercedes-Benz no Brasil.